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NOTA DE SOLIDARIEDADE AOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DA SEDUC/AM

Publicado: Quinta, 10 de Junho de 2021, 11h20 | Última atualização em Quinta, 10 de Junho de 2021, 18h37 | Acessos: 390

A educação é um direito de todos e sua efetivação requer condições de trabalho para os profissionais da área, bem como condições de estudo para crianças, jovens e adultos dos diferentes níveis e modalidades de ensino. Sabe-se que, desde março de 2020, em virtude da Pandemia do Coronavírus-19 que assola o mundo inteiro, diversos serviços em instituições públicas foram suspensos numa tentativa de evitar aglomerações e reduzir o contágio da doença.

Dessa forma, as escolas organizaram o ensino remoto, em que os professores passaram a ministrar aulas de suas casas, tendo a Internet como instrumento fundamental para garantir o acesso à educação. Nesse ínterim, este formato de ensino vem acontecendo, mesmo com as dificuldades e percalços que essa alternativa de trabalho acarreta a todos. Mas, no último dia 19 de maio, deparamo-nos com uma notícia referente a uma medida estatal, que não foi discutida e nem dialogada pela comunidade escolar e seus representantes.

O Decreto Nº 43.870 de 20 de maio de 2021, publicado pelo Governo do Estado do Amazonas, autoriza o retorno das aulas semipresenciais e presenciais nas escolas da rede pública estadual de ensino, nos municípios do ente federativo. Diante disso, solidarizamo-nos com os estudantes e suas famílias, professores e com os demais profissionais da educação do município de Parintins- AM, pelo não retorno às aulas presenciais e semipresenciais em função de vários fatores que impõem riscos à vida neste momento crítico ocasionado pela Pandemia decorrente da COVID-19. Neste contexto, é fundamental que as condições estruturais de biossegurança estejam funcionando adequadamente nas instituições de ensino, a fim de garantir um retorno seguro dos profissionais da educação e estudantes às aulas presenciais.

De acordo com as orientações da OMS e dos especialistas em saúde, é preciso ter cautela porque estamos diante das ameaças de uma terceira onda da pandemia. Aliado a isso, a partir do Boletim Diário de Covid-19, edição de nº 415, observa-se que no último dia 23/05/20 foram diagnosticados 337 novos casos de Covid-19 no Amazonas, um número que nos coloca em situação de alerta e preocupação.

Como educadores, sabemos da importância e da necessidade do funcionamento regular das escolas, do quanto os estudantes e profissionais da educação desenvolvem melhor o processo ensino-aprendizagem de forma presencial. No entanto, faz-se necessário ter um ambiente escolar propício com todas as condições estruturais de biossegurança para este retorno, evitando mais danos e prejuízos à vida. Entre as condições e desafios desse processo, destacamos:

 - A necessidade de um retorno às aulas planejado, juntamente com professores, pais e discentes, assim que as circunstâncias sinalizarem uma atenuação da crise sanitária. A SEDUC não propôs esse diálogo;

 - Que as escolas sejam obrigatoriamente providas com todos os itens de segurança nos diversos turnos de funcionamento, com materiais de qualidade indicados pelas normas de biossegurança. O estado dará conta de suprir esta demanda em todas as escolas? Qual o planejamento para garantir o retorno com segurança ao ensino presencial? Não conhecemos.

- Maior atenção aos profissionais que fazem a limpeza e a organização dos espaços e à quantidade de materiais de higiene que devem ser suficientes;

- É preciso obter dados sobre a situação de comorbidades dos profissionais da educação e dos alunos;

- É fundamental a comunidade escolar ter acesso à testagem sempre que necessário;

- O processo de vacinação ainda não atingiu todos os profissionais da educação, muitos tomaram apenas a primeira dose. Esse processo precisa ser garantido também às famílias e aos jovens.

- Outro fator preocupante é a rotatividade dos professores, visto que muitos trabalham em diferentes escolas.

- E ainda temos a situação da cheia no Amazonas que é uma das maiores dos últimos tempos. Há escolas, ruas e casas do município que foram inundadas pela enchente dificultando o acesso da comunidade escolar.

- Os pais e professores apelam pelo não retorno ao ensino presencial neste momento diante das adversidades impostas pela pandemia, atreladas à cheia dos rios. O ensino remoto não é o ideal, pois apresenta inúmeros desafios e limitações, mas tem contribuído para garantir o acesso à educação.

Dessa forma, reiteramos nosso sentimento de solidariedade e respeito à comunidade escolar que discorda do retorno das aulas presenciais, sem que o Estado de fato garanta condições concretas e responsáveis para que este retorno se dê de forma digna e respeitosa a todas e a todos.

 

 

Parintins, 1 de junho de 2021.

 

CONDIR – Conselho Diretor do ICSEZ

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